quinta-feira, 29 de setembro de 2016

MATO GROSSO DO SUL / BRASIL - Mundialmente conhecido por sua biodiversidade, neste estado exuberante os astros do espetáculo são tuiuiús, jacarés, capivaras, onça pintada e seu povo acolhedor




LINHA DO TEMPO DO ESTADO DO "MATO GROSSO DO SUL" / BRASIL / WORLD
Com a cidade de Bonito e o Pantanal enriquecendo seu território, bastaria ao Mato Grasso do Sul ter uma capital que recebesse bem os turistas e lhes apontasse os caminhos que levam a essas cercanias de turismo ecológico e de aventura. Mas Campo Grande quer mais e pede aos visitantes que se demorem um pouquinho por ali. Aceito o convite, o melhor a fazer é passear por essa cidade organizada e planejada, com inúmeras áreas verdes como o Parque das Nações Indígenas, de largas alamedas, pista de skate, quadras e teatro de arena. Fica ali também o Museu de Arte Contemporânea e o Museu das Culturas Dom Bosco, com bom acervo sobre os povos indígenas que habitaram – e ainda habitam – o estado. Imigrantes paraguaios, bolivianos e até japoneses também deixaram suas influências culturais na cidade, especialmente na culinária. Na Feira Central, por exemplo, numerosas barracas servem o sobá, macarrão com omelete desfiada, receita trazida pelos japoneses que chegaram de Okinawa no início do século 20.
Campo Grande eh a capital do Mato grosso do Sul, Brasil
O tereré, a bebida típica do estado
Capital - Campo Grande 
População estimada 2016 - 2.682.386 
Área 2015 (km²) - 357.145,534 
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 6,86 
Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente 2015 (Reais)(1) - 1.045 
Número de Municípios - 79 
foto - Google
HISTÓRICO 
Mato Grosso do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localiza-se no sul da Região Centro-Oeste. A capital e cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul é Campo Grande. 
Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Dourados, Três Lagoas e Corumbá. A extremidade ocidental do estado é coberta pelo Pantanal; o noroeste cobre as planícies; e o leste cobre os planaltos com as serras escarpadas da Bodoquena. Paraguai, Paraná, Paranaíba, Miranda, Aquidauana, Taquari, Negro, Apa e Correntes são os rios mais importantes. As principais atividades econômicas são agricultura (soja, milho, algodão, arroz, cana-de-açúcar); a pecuária (gado bovino); a mineração (ferro, manganês, calcário); e a indústria (alimentícia, de cimento, de mineração).[14] 
O desejo de desmembrar Mato Grosso do Sul de Mato Grosso se iniciou nas primeiras décadas do século XX, com uma revolta sob a liderança do coronel João da Silva Barbosa, resultando que os rebeldes foram derrotados. O norte sempre teve resistência, por ter medo de que o estado se esvaziasse economicamente. Por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, efetivou-se a adesão do sul ao movimento, sob a condição de que se fosse vitorioso seria dividido o antigo estado. No dia 11 de outubro de 1977, finalmente concretizou-se o desmembramento de Mato Grosso do Sul, que o presidente Ernesto Geisel elevou à categoria de estado em 1º de janeiro de 1979, sendo primeiro governador empossado Harry Amorim Costa, além da Assembleia Constituinte. O acontecimento das primeiras eleições deu-se apenas em 1982. Como justificativa de desmembrar o novo estado, foi argumentado pelo governo federal que a grande extensão da área do antigo estado tornava-o difícil de administrar, além da apresentação dos verdadeiros ambientes naturais diferenciados. 
Tem, como bebida típica, o tereré, que é o seu patrimônio imaterial, sendo o Mato Grosso do Sul também o estado-símbolo dessa bebida e maior produtor de erva-mate da Região Centro-Oeste do Brasil. O uso desta bebida, derivada da erva-mate (Ilex paraguariensis), nativa do Planalto Meridional do Brasil, é de origem pré-colombiana. O Aquífero Guarani compõe parte do subsolo do estado, sendo o Mato Grosso do Sul detentor da maior porcentagem do aquífero dentro do território brasileiro. 
A proximidade de Campo Grande (MS) com o Pantanal Sul e Bonito é revelada pelas pinturas e esculturas gigantes de animais típicos da região, espalhados pela cidade
TURISMO 
O Estado é mundialmente conhecido por sua biodiversidade, encontrada principalmente no Complexo do Pantanal e no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. 
Sua capital é Campo Grande e suas principais cidades turísticas são Bonito, Jardim e Bodoquena localizados no Parque Nacional da Serra da Bodoquena; cidades de Corumbá, Aquidauana, Miranda, Anastácio, e Porto Murtinho no Complexo do Pantanal; Ponta Porã e Bela Vista na fronteira com o Paraguai, além das cidades de Costa Rica, Rio Verde e Fátima do Sul.
O Trem do Pantanal faz um passeio contemplativo, com paradas para o almoço e compra de artesanato, entre Campo Grande (MS) e Miranda (MS)
Menos de 260 quilômetros separam a Cidade Morena, como é conhecida Campo Grande, das águas cristalinas de Bonito e seu apelo irresistível para deixar o corpo flutuar no Aquário Natural da Reserva Ecológica Baía Bonita ou se deixar levar, de snorkel e nadadeiras, pela correnteza do Rio da Prata, na vizinha Jardim. As duas cidadezinhas, na Serra da Bodoquena, convocam também os que gostam de sentir o coração saltar turbinado pela adrenalina. Esses corajosamente fazem um rapel de 72 metros no Abismo Anhumas, a maior caverna submersa do mundo. E há muito mais a curtir pelas trilhas, cachoeiras e grutas que guardam em suas profundezas lagos de águas azuis-turquesas e formações calcárias estranhas e sedutoras.
Capivaras, araras e tucanos são companheiros constantes nas caminhadas pelo Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande (MS). Além da enorme área verde, é possível visitar dois museus: de Arte Contemporânea e das Culturas Dom Bosco
A onça-pintada possui a mordida mais forte entre os felinos, capaz de quebrar cascos de jabuti com facilidade. É o animal mais desejado pelos turistas que visitam o Pantanal (MT e MS)
Mais perto ainda de Campo Grande, a apenas 146 quilômetros, está Aquidauana, um dos pontos de partida para explorar a diversidade do Pantanal, a maior planície alagável do mundo. Os que escolhem ter como base também Miranda ou mesmo Corumbá, já na divisa com a Bolívia, vão desbravar o Pantanal Sul, podendo escolher entre cavalgar, andar de jipe e pescar, instalando-se em hotéis nas próprias cidades, em remotas fazendas de ecoturismo ou em barcos-hotéis. O importante é saber que, qualquer que seja o caminho escolhido para conhecer esse cenário exuberante, os astros do espetáculo são bandos de tuiuiús, pássaro símbolo da região, jacarés, capivaras, cobras, e, com sorte, até a arisca onça-pintada. Seja gentil, dispare apenas suas fotos, saboreie o pintado ao urucum, receita típica do lugar, agradeça e despeça-se deixando tudo como encontrou. Se for pescar, saiba que há regras e fiscalização. De novembro a fevereiro, época das chuvas e da piracema, essa atividade é proibida – tudo para garantir que a vida nos rios do Pantanal seja preservada.
Palácio Maracaju, sede do Governo do Estado de Maracaju, localizado em Campo Grande
CONHEÇA ALGUMAS CIDADES DO MATO GROSSO DO SUL E O TURISMO QUE ELAS OFERECEM
CIDADE DE PORTO MURTINHO
Apesar de estar geograficamente no Pantanal, Porto Murtinho fica muito distante dos principais centros de ecoturismo. Seu principal atrativo é a pesca: a cidade está às margens do Rio Paraguai.
Monumento aos pioneiros em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, Brasil
Porto Murtinho margeada pelo Rio Paraguai, em Porto Murtinho, MS
CAMPO GRANDE / CAPITAL DO ESTADO
Com ruas largas e arborizadas, não perdeu o jeito de cidade do interior. Ela é porta de entrada para o Pantanal Sul, a Serra da Bodoquena e o Parque Nacional das Emas (em Goiás). A temática pantaneira está presente nas pinturas que decoram alguns prédios e na gastronomia. Imigrantes paraguaios, bolivianos e japoneses também deixaram sua marca. O fuso horário marca uma hora a menos em relação a Brasília. 
A enorme área verde do Parque das Nações Indígenas é ótima para caminhadas, o local também tem pista de skate, quadras e dois museus
Parque das nações Indígenas, Campo grande, Mato grosso do Sul, Brasil
A Casa do Artesão reúne cerâmica indígena, tapeçaria, bordados e artesanato popular de quase 1,5 mil artesãos de todo o estado. Em Campo Grande, MS
Os animais do pantanal, em gesso e cerâmica, são os itens mais populares da Casa do artesão em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
Casa do Artesão em Campo Grande, MS
No inicio do século 20 imigrantes japoneses chegaram à Campo Grande (MS), trazendo suas tradições. Assim, a grande estrela da Feira Central da cidade não é a chipa ou a sopa paraguaia. É o Sobá, macarrão com caldo de peixe, omelete desfiado e cheiro-verde.
A Feira Central reúne boxes que vendem roupas, artesanatos, artigos importados, frutas e verduras
Memorial Cultura Indígena em Campo Grande, MS
Polo de turismo de negócios, campo Grande surpreende por ser planejada, com trânsito organizado, muitas áreas verdes e vida social agitada
COMIDA TÍPICA 
Linguiça de Maracaju 
O embutido que ganhou fama em Campo Grande é criação de Maracaju (a 164 km da capital), onde todo ano ocorre a Festa da Linguiça. A receita leva carne bovina picada, deixada de molho num caldo de laranja, e depois temperada com sal, pimenta, alho, salsa e cebolinha. 
Onde Comer
no restaurante Linguiça de Maracaju , que fica na Rua Espírito Santo, 1443, Vila Célia; telefone - (67) 3029-1443. Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 11h às 14h30 e das 18h30 às 23h30, sábado, das 11h às 16h e das 18h à 0h e domingo, das 11h às 16h. 
Sobá 
Os imigrantes japoneses que chegaram no início do século 20 trouxeram a receita que mistura macarrão com omelete desfiada, caldo de peixe e cheiro-verde. Com o tempo, a massa de trigo sarraceno ganhou a companhia do caldo de carne, shoyu, creme de gengibre e carne de frango, de porco ou de boi. 
Onde comer
nas barracas da Feira Central – uma das mais antigas é a Barraca da Amélia – e no restaurante Dona Maria, que fica na Avenida Ernesto Geisel, 5915, Cabreúva; telefone (67) 3321-0305; horário de funcionamento: de segunda a quinta-feira, das 18h às 23h, sexta e sábado, das 18h à 0h. 
Sopa Paraguaia e Chipa 
Com receita importada do país vizinho, a “sopa”, na verdade, é uma torta salgada e úmida, que leva queijo curado, cebola, milho e leite. A origem é a mesma da chipa, um pão de queijo de massa compacta em formato de ferradura. Outra tradição paraguaia na cidade é o tereré (mate gelado). 
Onde comer
na Panificadora Tietê , que fica na Avenida Mato Grosso, 4298, Carandá Bosque; telefone - (67) 3321-2206; horário de funcionamento: todos os dias, das 6h às 21h.
A Chipa foi importada do Paraguai, mas é prato típico no Pantanal (MS). O pão de queijo de massa compacta é também achado nas grandes cidades, como Campo Grande (MS)
CORUMBÁ 
É a maior e mais bem estruturada cidade do Pantanal. Banhada pelo rio Paraguai, tem museus e casario bem-preservado. É ponto de partida de barcos-hotel e tem na estrada- Parque, cheia de hotéis para ecoturismo, um dos melhores locais para avistar animais no Pantanal.
Corumbá guarda preciosos registros históricos e arquitetônicos dos seus belos casarões e sobrados em estilo europeu do século XIX, tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional, com Igrejas centenárias, praças históricas e portuária, museus, casas de arte e cultura, fortes com seus canhões, erguidos em estratégia para a defesa da nação brasileira quando em guerra com espanhóis e paraguaios e acessos às ladeiras que compõem o cenário dessas lutas e de seus heróis.
Matriz de Nossa Senhora da Candelária em Corumbá, MS
Destaque para a beleza do Casario do Porto, os passeios fluviais e pescaria, a Via Crucis com estátuas de cimento em tamanho natural retratando a Paixão e Morte de Cristo no ponto mais alto da cidade, Morro São Felipe, com visão panorâmica de Corumbá, Ladário e das cidades vizinhas de Quijarro e Puerto Suarez, na Bolívia.
Casarão onde funcionava a Prefeitura Municipal de Corumbá, MS
CIDADE DE BONITO
Bonito é simplesmente o melhor destino para mergulho fluvial do Brasil. Na nascente cristalina do Rio Baía Bonita, que forma o Aquário Natural, ou no Rio Sucuri, de leve correnteza, você nada lado a lado com diversas espécies de peixes coloridos. É uma típica “viagem família”, mas isso não quer dizer que o destino não tenha muita aventura – há passeios de botes em corredeiras, boia-cross, mergulho com cilindro e até rapel no incrível Abismo Anhumas, uma das maiores cavernas submersas do país. A preocupação com o meio ambiente, por aqui, é levada a sério. Ao explorar a cidade, parece até que muitas de suas atrações foram descobertas recentemente. Tanta beleza e organização, no caso, têm seu preço: ao planejar a viagem, leve em conta que os principais passeios custam caro (em alguns casos, os valores incluem guias, equipamentos para as flutuações e até almoço).
A maior caverna submersa do mundo fica em Bonito (MS). O Abismo Anhumas é uma cratera de 72 m de profundidade que abriga um lago de águas cristalinas
A transparência da água é impressionante. Piraputangas, pintados, dourados e pacus parecem flutuar a sua volta durante o passeio pelo Rio Sucuri, em Bonito (MS)
Após uma trilha de 4 km, passando por cachoeiras e piscinas naturais, chega-se à Cachoeira Boca da Onça (157 m), a mais alta de Bonito, e do Estado de Mato Grosso do Sul
Bonito (MS) não vive só de águas cristalinas. O Passeio de bote no Rio Formoso desce três cachoeiras e duas corredeiras por cerca de 1h30, com parada para banho
Com rios e lagoas cristalinas, Bonito é o maior playground do ecoturismo brasileiro
Mergulho no lago do Abismo Anhumas, em Bonito (MS). Debaixo d'água, os cones – formados pela sedimentação do calcário que goteja constantemente na lagoa – chegam a até 20 metros
O programa completo no Abismo Anhumas, em Bonito (MS), combina rapel com mergulho
Parque das Cachoeiras. O percurso até o local leva três horas (ida e volta) e inclui seis cachoeiras
Turistas praticando boia-cross, Bonito (MS)
A Gruta do Lago Azul, em Bonito (MS), tem um lago de águas cristalinas que muda de cor de acordo com a incidência dos raios sol. Não é à toa que foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)
PANTANAL 
Esqueça o medo, suba em um cavalo e maneje o gado como um verdadeiro peão em uma fazenda pantaneira. Ou siga a longa tradição pesqueira e percorra centenas de rios e afluentes em busca de piranhas, dourados, pacus e outros, dentre mais de 250 espécies de peixes. Aqui o Pantanal é que manda, com seus períodos de seca ou cheia – é, afinal, uma das maiores planícies inundáveis do planeta, com 210 000 km², divididos em Norte e Sul.
Os alagados do Pantanal Sul na região de Aquidauana
O “quebra-torto” é o nome dado ao café da manhã reforçado do pantaneiro (MT e MS). O arroz carreteiro é o prato mais comum, e ajuda a sustentar o corpo durante as horas de trabalho no campo
Isso é o que vai ditar a programação do turista, com mais passeios na água ou por terra (percorrer parte dos 145 km da Transpantaneira é perfeito para conhecer a paisagem da região). Tudo à volta é enriquecido por uma variadíssima biodiversidade, um banquete para os sentidos. Somadas, as espécies de mamíferos, aves, peixes e répteis ultrapassam mil, e o maior ícone entre elas é a onça-pintada. Essa fauna habita cenários com recortes de Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado, charco e Mata Atlântica. Perfeito para um safári fotográfico, não?
Os passeios de barco para observação de animais, oferecidos pelos hotéis e barcos de pesca, são tradicionais na região
Outra opção para conhecer os peixes e aves que se concentram nas árvores próximas a rios são os passeios de canoa
UM DIA PERFEITO
Há duas boas programações. No Pantanal Sul, agende um day use em um hotel de ecoturismo de Aquidauana, onde ficam fazendas como Aguapé e Pequi, que fazem de safári fotográfico até passeios a cavalo. Antes do retorno, coma no Centro um pacu ou pintado no restaurante O Casarão. Outra opção, no Norte, é hospedar-se em Poconé, madrugar e percorrer os 145 km da Transpantaneira, para ver jacarés na beira dos rios e revoadas de pássaros. Agendando, também dá para passear de barco no hotel Araras Eco Lodge.
Se tiver pouco tempo, os hotéis de cidades podem ser mais adequados, se quiser ecoturismo, procure os hotéis em fazendas afastadas. Mas, se a vontade for pescar, os barco-hotéis são uma boa opção
Tuiuiú no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, MS
O GUIA RECOMENDA
Para conhecer bem o Pantanal Norte e Sul, os que gostam de pescar dedicam seu tempo aos barcos-hotel. Se a ideia é ver bichos, dá para fazer ecoturismo sem pressa, hospedando-se em uma das fazendas, que geralmente têm pensão completa e organizam passeios. Há trilhas, safáris fotográficos, observação de aves e passeios de barco e a cavalo.
O pantaneiro está extremamente ligado à maior planície inundável do planeta. Sistemático, e sempre acompanhado de seu chapéu, seu machete e seu cavalo, para o que estiver fazendo para tomar um tereré e contar os causos que acontecem no Pantanal (MT e MS)
O passeio a cavalo permite chegar em lugares de difícil acesso, que seriam impossíveis de alcançar de carro ou a pé. É uma excelente forma de conhecer o Pantanal (MT e MS) e ter um contato mais próximo com os peões
Algumas hospedagens também realizam várias atividades de fazenda junto com os peões. No Pantanal Norte, é possível conhecer de barco o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. No Sul, dá para viajar no Trem do Pantanal, comprar cestaria, potes e panelas de barro no Centro Referencial da Cultura Terena e percorrer, com calma, toda a Estrada-Parque.
Os peões são simples e muito contidos, mas todos têm um coração gigante e uma sabedoria espantosa construída pelo dia a dia da vida pantaneira. Não é preciso muito tempo para conhecê-los, basta uma roda de tereré, o chá mate que se bebe gelado na guampa (espécie de copo feito com o chifre do boi) e você estará por dentro de tudo o que acontece na região. Algumas pousadas oferecem o dia de peão, um passeio para acompanhar a rotina na vida desses ícones do Pantanal, com manejo do gado, roda tereré e almoço com arroz carreteiro (prato feito com arroz e carne seca comum nas comitivas de gado
A focagem é a melhor oportunidade para observar os animais de hábitos noturnos no Pantanal. Cada parada do caminhão é uma surpresa! Pode ser um lobinho, uma coruja, um tamanduá ou, quem sabe, até uma onça-pintada
COMO CHEGAR
Voos vindos das principais capitais chegam aos aeroportos de Cuiabá e Campo Grande. A partir de Cuiabá, siga pela MT-060 até Poconé (104 km), pela MT-040 para Barão de Melgaço (119 km), e pela BR-070 até Cáceres (215 km). Da rodoviária local (65/3621-3629) saem ônibus para esses destinos, como os da Viação Tut (65/3056-6002; R$ 18 até Poconé, três horas de viagem, cinco saídas diárias; R$ 23 até Barão de Melgaço, 3h30 de viagem, duas saídas por dia) e da Verde (65/3621-3220; R$ 51,50 até Cáceres, 3h40 de viagem, seis saídas diárias).
O tamanduá-bandeira recebeu seu nome devido ao seu grande rabo, que lembra uma bandeira. Quando vai dormir, o bicho o usa como um cobertor. O filhote é carregado nas costas da mãe, onde fica protegido contra predadores, enquanto vagam procurando alimento. A estação da seca, entre julho e setembro, é a melhor época para se observar mamíferos no Pantanal (MT e MS)
Os tuiuiús são o símbolo do Pantanal, mas há mais de 650 espécies catalogadas, o que torna a região um dos melhores pontos do planeta para a observação de aves. Alguns hotéis tem estrutura para grupos de birdwatchers, como o Refúgio Ecológico Caiman e a Araras Eco Lodge
Partindo de Campo Grande, pegue a BR-262 até Aquidauana (146 km), Miranda (218 km) e Corumbá (441 km). Saindo da rodoviária da cidade (67/3026-6789), a Viação Andorinha (67/3382-3710) vai para os três destinos (R$ 32,66 até Aquidauana, duas horas de viagem, cinco saídas diárias; R$ 48,46 até Miranda, três horas de viagem, nove saídas por dia; R$ 93,86 até Corumbá, sete horas de viagem, nove saídas). O aeroporto de Corumbá recebe um voo diário da Azul.
A Fartura pode não ser a mesma de 30 anos atrás, mas o Pantanal (MT e MS) continua sendo um destino top para a pesca
O passeio a cavalo permite chegar a lugares que seriam impossíveis de alcançar a pé ou de caminhão. Em algumas pousadas é possível acompanhar o manejo do gado junto com os peões no Pantanal (MT e MS)
COMO CIRCULAR
De carro, barco ou avião, negocie o transporte ao fazer reserva nos hotéis mais afastados. Se a opção for por carro, atente para os períodos de chuva, mais frequente entre outubro e março – somente os veículos 4x4 encaram os atoleiros.
A criação de gado é a principal atividade econômica do Pantanal
Borboletário no Sesc Pantanal
ONDE FICAR
Há três tipos de hospedagens no Pantanal. As voltadas para os ecoturistas costumam incluir refeições e, em alguns casos, passeios nas diárias. Os hotéis para pesca são mais simples e, na maioria dos casos, incluem barco e piloteiro na tarifa – durante a piracema (de outubro a fevereiro), quando é proibido pescar, recebem ecoturistas. Nos barcos-hotel, dorme-se em cabines com camas e as refeições estão incluídas no pacote.
Capivaras no Pantanal Mato-grossense
Carcará no Pantanal
Alguns dos hotéis de ecoturismo promovem uma imersão maior no Pantanal. São fazendas em que a proximidade da fauna, da flora e o atendimento caseiro fazem a diferença. Bons exemplos são a Curicaca Lodge, em Poconé (MT), e a Refúgio da Ilha, em Miranda (MS).
Cavalaria, pássaro típico do Pantanal
Colhereiro no Pantanal
ONDE COMER
Ambientes simples, serviço familiar e pratos caseiros são comuns por aqui. A maior oferta gastronômica está em Corumbá, Aquidauana e Cáceres. No cardápio, predominam os peixes, mas não é difícil encontrar carne bovina.
Devido à sua grande extensão, é recomendável que o viajante concentre-se numa só porção pantaneira - Sul ou Norte - e no tipo de hospedagem mais adequada a seus propósitos
COMIDA TÍPICA
Peixes do Pantanal - São mais de 250 espécies catalogadas, mas os peixes consumidos à mesa não passam de dez. Em quase todos os cardápios, o pintado, de carne saborosa, aparece grelhado, em filés, no espeto e na mojica – um ensopado com cubos de peixe e mandioca cozida. Igualmente saboroso, o pacu tem carne gordurosa e repleta de espinhas. A receita campeã é a costela frita, conhecida como ventrecha.
Ema no Pantanal
Popularmente chamada de pera, a piraputanga tem carne avermelhada quando cozida. O dourado, de população reduzida, aparece pouco na culinária local – sua pesca está proibida no Mato Grosso e em Corumbá (MS). Considerados menos nobres, peixes como o curimbatá são mais difíceis de encontrar. Entre os sabores incomuns, o menu pantaneiro apresenta o caldo de piranha. Em época de piracema (janeiro/fevereiro e novembro/dezembro), a pesca é proibida e nos restaurantes há apenas pescados congelados ou criados em cativeiro.
Onde comer - Nos hotéis, pousadas e restaurantes indicados. Os pescados também são encontrados em casas especializadas de Bonito, Campo Grande e Cuiabá.
Martim Pescador Verde no Pantanal
No final de julho ou no começo de agosto acontece um dos eventos mais marcantes do Pantanal (MT e MS). A Floração das Piúvas, tinge a planície de rosa, e deixa o lugar ainda mais belo
O QUE FAZER
Existem atividades quase obrigatórias no Pantanal, como o safári fotográfico (o objetivo número um é ver uma onça), a focagem noturna e os passeios de barco e a cavalo (ou o dia de peão). Essa é a essência pantaneira. A pesca atrai gente que passa dias sobre as águas em barcos-hotel. Também há opção de day use nos hotéis de ecoturismo.
No Pantanal (MT e MS) os passeios pelo rio permitem chegar próximo a jacarés, capivaras e aves aquáticas
QUANDO IR
Chuvas e altitude determinam os períodos de seca, vazante e cheia na região, e variam a cada ano – consulte o hotel antes de viajar. O Pantanal Norte alaga primeiro, a partir de fevereiro ou março, e as águas começam a baixar em um ou dois meses. No Sul, elas começam a subir em maio. O período em que há maior chance de pegar estradas secas e trafegáveis é entre julho e setembro.
A maior planície inundável do planeta é um refúgio para peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. O Pantanal (MT e MS) é um dos melhores lugares no mundo para a observação de vida selvagem. Segundo a ONG SOS Pantanal, 85% do bioma ainda está preservado
Por Mariana Alves
CIDADE DE AQUIDAUANA
Portal de entrada do Pantanal sul, reúne hotéis de negócios na área urbana, junto com a vizinha anastácio, e de pesca às margens do rio Miranda (no município de Bonito). afastadas da cidade ficam as hospedagens para o ecoturismo, em especial na região da nhecolândia e do rio negro – chegar de carro, só na época de seca, e geralmente em veículos 4x4 (o melhor acesso é de avião).
Aquidauana é o Portal do Pantanal, um dos mais belos ecossistemas do mundo. Sempre de portas abertas para receber os visitantes. Com muitas atrações, a cidade encanta com seus cenários únicos.
O Rio Aquidauana deu nome ao município, sua origem vem do vocabulário dos índios da etnia Guaicuru, que significa rio estreito. Atualmente, os índios que habitam o município são da etnia Terena, que formam uma população de mais de 12 mil indígenas, distribuídos em 09 aldeias. Ao lado da Estação Ferroviária está localizada a Feirinha Indígena, onde é comercializada a produção agrícola das aldeias.
Ponte de acesso ao Município de Aquidauana, MS
CIDADE DE MIRANDA

Miranda está localizada no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A cidade bicentenária é mundialmente reconhecida como um dos mais importantes destinos turísticos nas modalidades de turismo rural, turismo de pesca e ecoturismo.
Pôr do sol no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, MS

Safári fotográfico no Refúgio Ecológico de Caiman, Pantanal do Mato Grosso do Sul, Miranda (MS). Dentro do veículo você consegue percorrer grandes distâncias, além de chegar mais próximo de jacarés, capivaras, veados, araras, tuiuiús, e outros bichos, que farão o dia passar bem depressa. Com sorte, sucuris, tamanduás e onças também podem aparecer.
Após um dia cansativo, hóspedes do Refúgio Ecológico Caiman curtem o pôr do sol. O evento se torna ainda mais bonito na estação da cheia no Pantanal, graças ao espelho formado pela água, qua inunda a planície
CIDADE DE JARDIM
O município possui uma extraordinária riqueza natural, principalmente as margens do Rio da Prata, com suas águas cristalinas, é um dos melhores locais da região para a prática da flutuação.
O Rio da Prata aguça a vontade do turista em conhecer o município, pelo encantamento com alta transparência de suas águas, como também poder deparar com as diversas colorações da fauna e flora encontradas no fundo do rio.
O Buraco das Araras, em Jardim (MS), é uma ótima atração, que pode ser combinada com a flutuação no Rio da Prata. Araras-vermelhas escolheram as saliências nas rochas para fazerem seus ninhos. Quem tiver sorte consegue ver a revoada, quando um grande número de araras voa em sincronia, pintando o céu com suas cores vibrantes.
As águas do Rio da Prata, em Jardim (MS), são tão cristalinas que passam a sensação de que estamos voando
ESTA EH A BANDEIRA DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL, BRASIL
ESTE EH O BRASÃO DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL, BRASIL
ONDE SE HOSPEDAR / SUGESTÕES
HOTEL POUSADA ARAUNA 
O Hotel Pousada Arauna é a sua melhor opção de hotel em Bonito MS. Nossa estrutura, aliada ao excelente atendimento irão tornar sua estadia inesquecível. Em total integração com a natureza venha conhecer um lugar privilegiado. 
Um lugar perfeito para suas Férias, localizado em uma área verde de 40.000m², com riacho de águas cristalinas. Onde o seu descanso e bem estar estão garantidos. O hotel Arauna é o seu hotel em Bonito MS.



GINIPAPO - HOTEL FAZENDA E PESCA
Estrada Anastácio-Bonito, acesso pelo km 263 da BR-419 para Jardim, 54 km (31 km de terra) 
Município de Bonito 
(67) 3255-4949 (Telefone) 
(67) 3028-5555 (Reservas) 
Os chalés têm copa, fogão e geladeira, onde os hóspedes prepararam os pescados. Tem área de camping.


IBIS HOTEL
Perto do Parque dos Poderes e dos principais centros de convenções da cidade, é boa opção econômica. Serve café da manhã madrugador, como menos itens, a partir das 4h.
Avenida Mato Grosso, 5513
Campo Grande
Carandá Bosque
(67) 2106-1999 (Fone)
0800-703-7000 (Reservas)



VALEU PELA VISITA - SEMPRE VOLTE

fonte / fotos = IBGE / Thymonthy Becker / Wikipédia / viajeaqui.abril.com.br / Portal do Governo do Mato Grosso do Sul / Divulgação / 



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