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MONTANHAS INCRÍVEIS - CONHEÇA AS 10 MONTANHAS MAIS INCRÍVEIS DO MUNDO PREFERIDAS POR ALPINISTAS, MONTANHISTA E PRATICANTES DE TREKKING




LINHA DO TEMPO DAS "10 MONTANHAS PREFERIDAS PELOS ALPINISTA, MONTANHISTA E PRATICANTES DE TREKKING" / WORLD
foto - ultrad.com.br
Montanhas são fascinantes. Para os gregos, era a morada dos deuses. Para os sherpas nepaleses, o Everest, ou Chomolungma, é a deusa mãe do mundo. Para os mesopotâmicos, Noé encalhou no monte Ararat depois do dilúvio. E foi no monte Sinai que Deus confiou a Moisés os Dez Mandamentos.
01 - Monte Fitzroy, Argentina 
Muitos turistas que visitam a geleira Perito Moreno, em El Calafate, nem imaginam as maravilhas do outro lado do Lago Argentino. O Cerro Fitzroy - ou El Chaltén, a montanha esfumaçada, em tehuelche - é um magneto que atrai alpinistas de todo o globo, junto com seu vizinho igualmente desafiador, o Cerro Torre 
O seu nome é uma homenagem a Robert FitzRoy, capitão do HMS Beagle, navio que levou Charles Darwin em sua viagem ao redor do mundo. Na região também é conhecido por El Chaltén, nome idêntico ao de um povoamento local. 
Apesar de sua altitude relativamente modesta de 3.375 metros, o Fitzroy é considerado por muitos alpinistas profissionais como o maior de todos os desafios do seu esporte, porque suas paredes verticais requerem técnica impecável para serem conquistadas. Ademais, o clima da região é excecionalmente ruim e traiçoeiro — fato que já custou a muitos suas vidas. 
Além de alpinistas, fotógrafos e outros são atraídos às imediações do Fitzroy pela sua aparência fantástica.
02 - Torres del Paine, Chile 
No rude ambiente patagônico, onde ventos violentos e o gelo moldaram uma natureza quase que inóspita, florecem as magníficas Torres del Paine. As diversas trilhas de trekking ao seu redor fazem a alegria de montanhistas de todo o mundo 
Está localizado na Região de Magalhães ao sul da Patagónia chilena. É considerado um dos parques mais impressionantes do sul do Chile, e um dos lugares prediletos para acampar. 
Fundado como parque no final da década de 1950, foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978. Tem uma área de aproximadamente 242.000 hectares, na qual se encontra a cadeia montanhosa Del Paine, com as mundialmente famosas Torres del Paine e os não menos conhecidos Cuernos del Paine. Lagos, rios, cascatas e glaciares estão em perfeita harmonia no parque. O principal ponto de entrada para os visitantes é a cidade de Puerto Natales, última da linha marítima proveniente de Puerto Montt.
03 - Mount McKinley, Estados Unidos 
A mais alta montanha da América do Norte, o McKinley, localiza-se no Parque Nacional Denali, no Alasca. A paisagem inóspita e selvagem é perfeita para grandes trekkings e viagens de caiaque 
O Denali (do dena’ina: o grande), também conhecido como McKinley, é a montanha mais alta da América do Norte, com 6168 metros de altitude. Localiza-se no Alasca, Estados Unidos. 
O nome dado a esta montanha originalmente nas línguas atabascanas é Denali. Foi renomeado pelos estadunidenses de McKinley em homenagem a William McKinley, presidente dos Estados Unidos, tendo regressado ao seu nome antigo após uma ordem presidencial assinada a 28 de Agosto de 2015 pelo presidente Barack Obama. 
Esta montanha faz parte do grupo restrito dos sete cumes, e a sua ascensão é bem mais complicada, devido ao fator latitude. Por estar distante da linha do equador, seus dias e noites são bem mais frios do que em montanhas mais altas, como por exemplo o monte Everest. Situa-se no Alasca, próximo da pequena localidade de Talkeetna.
04 - Monte Fuji, Japão 
Com 3776 metros de altitude, o monte Fuji é a montanha mais alta do Japão. Suas formas simétricas inspiraram poetas e artistas como Hokusai e Hiroshige e acabaram parando até no logo da marca de surfwear Quiksilver 
O monte Fuji localiza-se a oeste de Tóquio (de onde pode ser visto num dia limpo) próximo da costa do oceano Pacífico da ilha de Honshu, na fronteira entre as províncias de Shizuoka e de Yamanashi. 
Existem três pequenas cidades que envolvem o Monte Fuji, Gotemba a leste, Fuji-Yoshida a norte e Fujinomiya a sudoeste. 
O monte Fuji é um dos símbolos mais conhecidos do Japão, sendo frequentemente retratado em obras de arte e fotografias e recebendo muitas visitas de alpinistas turistas. 
A origem do nome Fuji não é clara. Uma interpretação popular refere que Fuji provém da junção de 不二 (não e dois), que significa sem igual, outra interpretação indica a escrita de Fuji da forma 不尽 (não + exausto), significando interminável. 
Um estudioso japonês do Período Edo, Hirata Atsutane, colocou a hipótese de o nome ter como origem uma palavra que significava “montanha que se ergue como uma espiga (ho) de arroz”.

05 - Matterhorn, Suíça 
Você já viu essa bela silhueta nas embalagens do chocolate Toblerone... O Matterhorn (Monte Cervino, em italiano) não é a mais alta das montanhas alpinas (posição ocupada pelo Mont Blanc), mas sem dúvidas é a mais bela. A cidade de Zermatt é perfeita para explorar seus arredores 
É talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche. 
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn. 
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes". 
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato do chocolate Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à decoração de capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
06 - Montes Kukenan e Roraima, tríplice fronteira de Brasil, Guiana e Venezuela 
De todas as montanhas da lista, os montes Kukenakan e Roraima têm a vantagem de ter um topo repleto de vida, com formações geológicas ancestrais e vistas deslumbrantes que inspiraram sir Arthur Conan Doyle e os artistas da Pixar a criar obras como O Mundo Perdido e Up Altas aventuras! 
Conhecido pelos ocidentais apenas no século XIX, o monte Roraima foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada por Everard Ferdinand im Thurn. Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e geologia permanecem largamente desconhecidas. 
A história de uma dessas incursões inspirou sir Arthur Conan Doyle a escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912. Com o desenvolvimento do turismo na região, especialmente a partir da década de 1980, o monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às condições relativamente fáceis de acesso e escalada. O trajeto mais utilizado é feito pelo lado sul da montanha, através de uma passagem natural à beira de um despenhadeiro. A escalada por outros pontos, no entanto, exige bastante técnica, mas permite a abertura de novos acessos.
07 - Monte Olimpo, Grécia 
Lar do deuses, trono de Zeus. Por séculos a sagrada montanha do Olimpo foi o centro da mitologia helênica. Hoje, porém, atrai milhares de montanhistas em busca de paisagens estonteantes e paredões desafiadores 
É a mais alta montanha da Grécia, com 2 917 metros de altitude máxima e 2 355 m de proeminência topográfica. É uma das mais altas montanhas da Grécia, em altitude absoluta da base até o topo. Está situado a cerca de 100 km de distância de Salonica, a segunda maior cidade da Grécia, próximo do mar Egeu, na região da Tessália. 
O seu ponto mais alto é designado Mitikas e ele é reconhecido pela sua flora, a qual é muito rica, sobretudo devido à presença de espécies endêmicas. 
Qualquer um que queira escalar o monte Olimpo começa a partir da cidade de Litochoro (Λιτόχωρο), que acabou também por receber o nome Cidade dos deuses, devido à sua localização próxima à base do monte Olimpo 
Na mitologia grega, o monte Olimpo é a morada dos Doze deuses do Olimpo, os principais deuses do panteão grego. Os gregos pensavam nisto como uma mansão de cristais que estes deuses (como Zeus) - habitavam. Sabe-se também que, quando Gaia deu origem aos Titãs, eles fizeram das montanhas gregas, inclusive as do monte Olimpo, seus tronos, pois eram tão grandes que mal cabiam na crosta terrestre. A etimologia de "Olimpo" é desconhecida, mas possui grandes traços de semelhança com a cultura dos dóricos.
08 - Monte Kailash, Tibete, China 
As neves do sagrado monte Kailash ajudam a alimentar grandes rios do centro da Ásia como o Indo, o Brahmaputra e o Ganges. Uma montanha santa para jainistas, hindus e budistas, seu cume a mais de 6 mil metros nunca foi conquistado por ser considerado um tabu 
Situado na prefeitura de Ngari, junto aos lagos Manasarovar e do Rakshasta, é a nascente de quatro dos maiores rios da Ásia: o Ganges, o rio Bramaputra, o rio Indo e o rio Sutlej. 
Os budistas consideram-na o centro do universo (cada budista aspira em dar-lhe a volta) e para os hindus é a morada de Xiva. Os jainistas e os bönpos também consideram a montanha sagrada. As proximidades da montanha divina são lugares santos onde "as pedras rezam". 
Todos os anos, milhares fazem uma peregrinação a Kailash, seguindo uma tradição que remonta milhares de anos. Peregrinos de várias religiões acreditam que circundar o monte Kailash a pé é um ritual sagrado que irá trazer boa sorte. A peregrinação é feita no sentido horário por budistas e hindus. Seguidores das religiões Jain e Bonpo circundam a montanha em um sentido anti-horário. O caminho ao redor do Monte Kailash é 52 km (32 milhas) de comprimento. 
Alguns peregrinos acreditam que a caminhada inteira em torno Kailash deve ser feita em um único dia, o que não é considerado uma tarefa fácil. Uma pessoa em boa forma andando rápido levaria talvez de 15 horas para completar a marcha de 52 km.
09 - Aconcágua, Argentina 
Os turistas que visitam os vinhedos de Mendoza certamente já se depararam com a mais alta montanha do planeta fora da Ásia. Com seu pico a 6962 metros de altitude, o Aconcágua já protagonizou até um desenho da Disney, Pedro (1943), sobre as aventuras de um aviãozinho 
A montanha foi criada pela subducção da placa de Nazca sob a placa sul-americana durante a geologicamente recente orogenia andina; mas não é um vulcão. A origem do nome é contestada; é a partir do mapuche Aconca-Hue, que remete para o rio Aconcágua e significa "vem do outro lado" 
Possui três vias de acesso: a normal, o Glaciar dos Polacos e a Parede Sul. A mais frequentada é a rota normal ou noroeste, que apresenta menos obstáculos técnicos - mesmo assim, não é recomendada para aventureiros não aclimatados ou não experientes. As outras duas requerem escalada em gelo e rocha. A sua silhueta árida, os cumes gelados, o deserto de um lado e o oceano do outro mostram a magnitude e a magia da natureza. 
Por ser a montanha mais alta da América, desafia todos os anos montanhistas de todo mundo a escalá-la. Existem alguns locais para acampamentos para quem deseja realizar a subida da montanha: Confluência a 3368 m de altitude, Plaza de Mulas 4370 m – que é o acampamento base –, Nido de Condores a 5560 m e Berlim a 5926 m. 
Apesar de sua altitude, o Aconcágua não é uma montanha difícil de ser escalada do ponto de vista técnico, pois para atingir o seu cume pela rota normal não é necessário que o montanhista realize escaladas técnicas. Porém, a subida pela face sul do Aconcágua é considerada uma das mais perigosas do mundo. Para superar blocos de gelo do tamanho de edifícios são necessários bom conhecimento técnico e enorme capacidade física. 
O desafio que a montanha apresenta é um teste de resistência física, pois o montanhista tem que superar o frio e a falta de oxigênio comum às grandes altitudes. O Aconcágua foi escalado pela primeira vez pelo suíço Mathias Zürbriggen em 1897.
10 - Eiger, Suíça 
Antes do Half Dome, em Yosemite, houve a face norte do Eiger. O paredão rochoso fustigado por ventos e blocos de gelo cadentes desafiou sucessivas gerações de alpinistas até ser conquistado por uma equipe teuto-austríaca em 1938. Um dos membros da expedição, Heinrich Harrer, seria vivido por Brad Pitt no filme Sete Anos no Tibete (1997). Na foto, da esquerda para a direita, os picos Eiger, Mönch e Jungfrau
O Eiger é uma montanha de 3970 m de altitude e 1168 m de proeminência topográfica nos Alpes Berneses, na Suíça. Faz parte do conjunto Jungfrau-Aletsch-Bietschhorn declarado Património da Humanidade pela Unesco em 2001. É o pico mais oriental da cadeia que se estende cruzando o Mönch (4099 m) e o Jungfrau (4158 m). O lado norte da montanha ergue-se cerca de 3 km sobre Grindelwald e outros vales habitados do Oberland bernês, e a vertente meridional fica frente à região de Jungfrau-Aletsch, coberta por alguns dos maiores glaciares dos Alpes. O seu cume-pai é o Mönch. 
A vertente norte do Eiger é considerada pela sua dificuldade em escalar como uma das grandes vertentes norte dos Alpes. 
É uma enorme massa de pedra calcária, que se projeta desde a massa granítica do Mönch cruzando o Eigerjoch, e os glaciares de ambos os lados alimentam dois ramais da mesma corrente, o Lütschine, que se unem para desaguar no rio Aar. 
A impressionante parede do Jungfrau, o Mönch e o próprio Eiger são o maciço mais visível dos Alpes Berneses, podendo ser observados a partir de muitos lugares a norte dos Alpes Suíços. A região é um dos principais destinos turísticos dos Alpes. Mais altos são o Finsteraarhorn (4270 m) e o Aletschhorn (4190 m), que se encontram cerca de 10 km a sul, mas são geralmente menos visíveis e ficam situados no meio de glaciares em zonas menos acessíveis. A vertente sul do maciço está formada só por grandes glaciares: Aletsch, Fiesch e Grindelwald inferior e é desabitada. O lugar classificado como Património da Humanidade abarca toda a zona, Jungfrau-Aletsch, compreendendo os cumes mais altos e os maiores glaciares dos Alpes Berneses. 
A partir de Kleine Scheidegg há um túnel ferroviário que percorre o interior do Eiger e duas estações interiores proporcionam um fácil acesso a janelas com vistas sobre a ladeira da montanha. O caminho-de-ferro termina em Jungfraujoch, entre o Mönch e o Jungfrau, na estação ferroviária mais alta da Europa. Cerca de 2866 m dentro da montanha fica a estação ferroviária de Eigernordwand; a estação está ligada à vertente norte por um túnel, que já foi usado para resgatar escaladores.

fonte / fotos = viajeaqui.abril.com.br / Thymonthy Becker / Wikipédia / 




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