TURISTANDO PELO MUNDO: são joão del rei
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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

ESTRADA REAL / MINAS GERAIS - Roteiro completo com tudo que você precisa conhecer





A Estrada Real, caminho que liga Minas Gerais a São Paulo e Rio de Janeiro, foi construída com o intuito de servir como passagem para o ouro e diamante que eram extraídos das minas na época da coroa portuguesa



O objetivo era controlar a distribuição da produção do interior para o litoral, fiscalizando a circulação das riquezas. Ao todo são mais de 1500 quilômetros de estrada, que passam por cidades históricas e cantinhos paradisíacos. Não é à toa que o caminho é um dos roteiros preferidos de quem prefere se aventurar de carro pelo Brasil 
Por ser muito extensa e com várias vertentes, a dica é montar um roteiro passando pelos principais destinos, fazendo com que a viagem não fique cansativa. Originalmente, a estrada ligava apenas Ouro Preto, que era conhecida na época como Villa Rica, ao porto de Paraty 
Conforme aumentava a necessidade de transporte para outras partes do país, foram criadas outras rotas a partir da original.



Mesmo assim, a maior parte da Estrada Real passa por Minas Gerais, no circuito das cidades históricas. Portanto, não deixe de incluir esses lugares na sua lista. Para te inspirar a conhecer um pouco mais sobre a história do Brasil e explorar cantinhos supercharmosos de Minas Gerais, o Guia da Semana fez um roteiro com tudo o que você precisa conhecer na Estrada Real mineira. Confira: 
01 – MARIANA 
Com cara de cidade pacata, Mariana, em Minas Gerais, ainda consegue preservar suas origens embora seja um importante marco na história. Não estamos falando do fato da cidade ter sido palco de um dos maiores desastres ambientais do mundo, mas por ter sido fundamental durante a época do Brasil Colônia. Com construções históricas e diversas igrejas espalhadas pela cidade, o destino é uma versão menos turística do que a vizinha Ouro Preto.



Lá está a Mina da Passagem, considerada uma das maiores minas de ouro aberta para visitação, de onde saíam toneladas da matéria que serviam para impulsionar a economia na época da colonização. Estima-se que 50% do ouro produzido no período vinha de Mariana e Ouro Preto. Para quem quer ver de perto esse lugar incrível, é possível descer 120 metros abaixo do solo e conhecer os túneis e esconderijos dessa mina desativada. O ingresso custa cerca de R$ 88 por pessoa, sendo possível encontrar promoções durante a baixa temporada 
02 - OURO PRETO 
Parada obrigatória para entender sobre a história do Brasil, Ouro Preto é um dos destinos mais charmosos de Minas Gerais. Com um clima interiorano, o destino foi palco de um dos momentos mais importantes do nosso país: a Inconfidência Mineira - luta pelo fim do domínio português e o período da escravidão. Os principais artistas barrocos deixaram suas marcas e obras pela cidade, fator que faz com que Ouro Preto seja um verdadeiro museu a céu aberto, recheado de atrações e pontos turísticos históricos.


Um dos lugares mais incríveis da cidade, e um dos melhores para entender a história da região, é o Museu da Inconfidência Mineira. Por lá, o visitante encontra objetos e importantes documentos que demonstram a importância do movimento que buscava ir contra o domínio português. Além disso, o prédio que abriga o museu é um dos mais bonitos e icônicos da cidade! 
03 - CONGONHAS 
A cidade de Congonhas, assim como Mariana e Ouro Preto, nasceu da exploração do ouro para abastecer a economia na época do Brasil Colônia. O destino é uma das paradas na Estrada Real, já que é possível observar diversas construções importantes e entender ainda mais da história do nosso país.




Entretanto, mesmo com muitos lugares para serem vistos, o grande destaque da cidade é a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, que constitui um dos mais famosos e belos conjuntos arquitetônicos do Brasil. Localizado em cima de uma montanha, os visitantes são recebidos com estátuas dos 12 profetas esculpidos em pedra-sabão. O autor desses tesouros da arte barroca foi Aleijadinho, entre 1800 e 1805. O local é considerado um Patrimônio Cultural da Humanidade 
04 - TIRADENTES 
Recebendo o nome de um dos personagens principais da Inconfidência Mineira, Tiradentes une o melhor de todas as cidades da Estrada Real e é um daqueles lugares apaixonantes. O destino, que é bem famoso por seu Carnaval de rua, abriga igrejas e casarões bem conservados ao longo das ladeiras com o tradicional calçamento de pedra do Brasil colonial.

O principal ponto da cidade é o Centro Histórico, que abriga incríveis igrejas, em especial a Igreja Matriz de Santo Antônio. Sua localização privilegiada, no alto de uma montanha, garante uma bela vista da região, principalmente no pôr do sol, quando a luz dourada parece cobrir de ouro os casarões. Se a fachada já impressionada, o interior do espaço revela uma grande quantidade de ouro utilizada na decoração. Vale a pena prestar atenção nos detalhes 
05 - SÃO JOÃO DEL REI 
São João Del Rei é uma das mais importantes e antigas cidades mineiras quando falamos sobre a época da colonização. O local nasceu em 1702 às margens do rio das Mortes pelas mãos de bandeirantes paulistas. Embora guarde o agito de uma cidade interiorana mineira, o destino ainda consegue manter suas raízes e revelar aos turistas incríveis pontos históricos.



A melhor forma de conhecer São João Del Rei em sua essência é percorrer suas ruas de paralelepípedos, sem pressa. Estando lá, não deixe de visitar a Igreja São Francisco de Assis, que foi tombada pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]. O local conta com características barrocas, com uma grande quantidade de detalhes! Outro passeio imperdível é o roteiro de Maria Fumaça, fundado por Dom Pedro II, que tem como destino a cidade de Tiradentes 
06 - CARRANCAS 
A cidade de Carrancas, no sul de Minas Gerais, é um dos destaques da Estrada Real já que não guarda somente lugares históricos, como também belezas naturais incríveis. É uma ótima opção de parada, pois foge um pouco do roteiro tradicional!.



Famosa pelo seu grande número de cachoeiras, por lá o turista encontra uma grande variedade de lugares para se refrescar. Para quem gosta de trilhas em meio à natureza, o destino é um prato cheio. Uma das curiosidades do lugar é que ele abriga a nascente do Rio Capivari, sendo possível fazer uma visita e banhar-se em suas águas 

Fonte dos textos e fotos: guiadasemana.com.br / msn.com / Thymonthy Becker / Charlie Styforlamber / 




DA JANELA DO TREM VOCÊ CONHECE O MUNDO

VALEU PELA AVENTURA

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

TIRADENTES / MINAS GERAIS - Aos pés da serra de São José, com clima de vilarejo colonial, marcado pelo barulho das charretes nas ruas de pedra



LINHA DO TEMPO DA CIDADE DE "TIRADENTES" / MINAS GERAIS / BRASIL
Aos pés da Serra de São José, Tiradentes tem clima de vilarejo colonial, marcado pelo barulho das charretes cruzando as ruas de pedra, pelas antiguidades e peças de arte sacra vendidas nas lojinhas
A noite em Tiradentes pode ser muito romântica: a luz branda acompanha o clima pacato da cidade, com suas ruas de pedra vazias e casarões
Ao passar despercebida de qualquer forma de desenvolvimento, desde o declínio do Ciclo do Ouro, no fim do século 18, até os anos 80, quando o turismo floresceu, Tiradentes (MG) acabou se tornando uma das cidades históricas mais bem-preservadas do Brasil. As ruas estreitas com calçamento de pedra conduzem por entre o casario colonial e igrejas barrocas, onde, durante o dia, o som das charretes ecoa num cenário emoldurado pela Serra de São José.
Capela do Senhor Bom Jesus da Pobreza, no Largo das Forras, centro de Tiradentes (MG)
À noite, a luz branda acompanha o clima pacato da cidade. Não por acaso, o lugar tornou-se um dos destinos preferidos de casais, que aproveitam a boa oferta de pousadas de clima romântico, os ótimos restaurantes – são nada menos que sete casas premiadas pelo GUIA BRASIL 2015 – e a presença de inúmeros ateliês de arte, a maioria deles com peças trabalhadas em madeira, estanho, ferro e pedra-sabão.
Dentre as atrações do Centro Histórico da cidade mineira de Tiradentes, está o Museu da Liturgia (à esquerda, na foto) e pequeno oratório (à direita)
UM DIA PERFEITO 
Use calçados confortáveis para explorar as ruas com piso irregular do Centro Histórico. Comece pela Igreja Matriz de Santo Antônio; depois, siga para o Museu Casa Padre Toledo. No almoço, prove a comida mineira do estrelado Virada's do Largo, seguido por um repouso junto ao chafariz de São José. Entre uma atração e outra, invista nas lojas que vendem de artesanato e arte a móveis e cachaças. Passe pelo Largo das Forras, de onde sai o passeio de jardineira. À noite, jante no estrelado Angatu.
O Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes reúne chefs do Brasil e do exterior
O GUIA RECOMENDA 
Dedique uma manhã para as lojas de artesanato do distrito de Bichinho. No retorno, conheça o Museu do Automóvel da Estrada Real. De volta ao Centro Histórico, vá à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e ao Museu da Liturgia. Dá para curtir o astral dos Bares Templário, com música ao vivo, e Conto de Réis Biritaria, ambos no Largo das Forras, e provar as delícias do estrelado Kitanda Brasil. Há tempo, ainda, de explorar a natureza que circunda a cidade, como as trilhas na Serra de São José e os passeios de jipe. Reponha as energias no Estalagem do Sabor – ou, se for um sábado, no Leitão do Luiz Ney. Embarque no passeio de trem até São João del Rei e, à noite, escolha entre os estrelados Tragaluz e Theatro da Villa.
Lojinhas de artesanato estão espalhadas por todo o Centro Histórico
COMO CHEGAR 
Saia de Belo Horizonte dirigindo pela BR-040. Após Congonhas, vire à direita na BR-383 e siga para São João del Rei, de onde parte uma estradinha de paralelepípedos que leva até Tiradentes. De São Paulo, a viagem começa pela BR-381 (Fernão Dias) até a saída para Lavras. Dali, a BR-265 leva até o acesso à cidade. Partindo do Rio de Janeiro, siga pela BR-040 até Barbacena, de onde sai a BR-265.
Casarão de Tiradentes, uma das cidades históricas mais bem-preservadas do Brasil
De ônibus, a Viação Sandra ((31)3201-2927; R$ 50; sete saídas diárias) segue de Belo Horizonte em viagem que dura 3h30. De São Paulo, o trajeto é feito pela Viação Gardênia (0300-313-2020; R$ 80; quatro saídas por dia) em 7h30. A partir do Rio, a empresa Paraibuna (21/2253-0894; R$ 79; três saídas diárias) leva 5h30 até o destino. Todos os passageiros desembarcam em São João del Rei. De lá, a Viação Presidente leva a Tiradentes em 25 minutos (3371-6568; R$ 2,90; a cada hora).
Loja de artesanatos no Centro Histórico de Tiradentes
COMO CIRCULAR 
Quase tudo fica concentrado nas ruas com calçamento irregular do Centro Histórico – fácil de explorar a pé. Para ir até as pousadas mais afastadas (a até 5 km do Centro), há um ponto de táxis no Largo das Forras, que funcionam sem taxímetro. Carro só será útil para conhecer Bichinho e região (e para levar as compras).
O Chafariz de São José tem três fontes, cujas funções originais eram fornecer água potável para a população (a da frente), servir como local para lavar roupas (ao lado) e como bebedouro de animais (na parte de trás)
ONDE FICAR 
A arquitetura colonial, os detalhes charmosos na decoração e as generosas janelas com vista para o casario marcam a maioria das hospedagens de Tiradentes. Algumas investem em um café da manhã com produtos caseiros; outras, preferem ganhar os clientes com um gostoso chá da tarde.
Visão geral do Centro Histórico de Tiradentes, em Minas Gerais
ONDE COMER 
Diminuta no tamanho e na população, Tiradentes é generosa quando o assunto é boa comida. São sete restaurantes estrelados no GUIA BRASIL 2015 – um para cada pouco mais de mil habitantes. Antes de sair, confira os dias e horários de funcionamento (a terça-feira é conhecida como o “dia da fome”).
Doces em compotas são um dos principais itens à venda em Tiradentes
SABORES 
Com flores perfumadas, espinhos nos ramos e sabor suave, a orapro-nóbis é uma hortaliça muito difundida na culinária mineira (o frango com orapro-nóbis é um clássico local). Adaptado do latim, o nome da planta, da família das cactáceas, significa “rogai por nós”.
Quem gosta de cachaça pode degustar diversos rótulos caseiros produzidos em Tiradentes
LUGARZINHO 
No distrito de Bichinho, o Atelier da Cerveja é sinônimo de aconchego. Tem carta de cervejas com 80 rótulos, entre nacionais e importadas, incluindo uma de fabricação própria, a Carma. Entre os petiscos, salsichões servidos com maionese de batata e mexidinho de abobrinha.
Caminhar pelas ruas de pedra de Tiradentes é sinônimo de compras. Além do grande número de lojas de arte, artesanato e móveis em madeira, há lugares para comprar cachaças, guloseimas e temperos
QUANDO IR 
A cidade fica lotada e os preços das hospedagens sobem nos feriados e eventos. Como na Mostra de Cinema (janeiro), no Bikefest (junho) e no Festival de Cultura e Gastronomia (agosto). No verão, as chuvas são mais intensas.
Por Luiz Gannoni
Em Tiradentes, é possível pegar um trem e passear até a cidade vizinha São João Del Rei, em Minas Gerais
ALGUMAS ATRAÇÕES EM TIRADENTES
O preservado casario colonial aos pés da Serra de São José faz com que Tiradentes seja a mais charmosa das cidades históricas mineiras. A ordem é ziguezaguear pelas ruas de pedra do Centro, explorando lojas, ateliês, restaurantes e atrações como a bela Igreja Matriz de Santo Antônio e o Chafariz de São José. Quer conhecer o Centro Histórico de um jeito diferente, divertido e instrutivo? Embarque no passeio de jardineira, sempre realizado à noite. Há duas formas de imergir na Serra de São José: caminhando por diversas trilhas até mirantes ou fazendo um passeio de jipe. Além de encher o carro de compras nas lojas do centrinho, o distrito de Bichinho, a 8 km, tem mais uma dezena de lojas de artesanato e decoração - aproveite sua ida ao distrito para visitar o Museu do Automóvel da Estrada Real.
Um passeio a pé pela Rua da Câmara, no Centro Histórico de Tiradentes, pode sempre render boas fotos
Com seu calçamento de pedras, a Rua Direita é uma boa atração para passear a pé em Tiradentes: nela, há várias lojas, que vendem de móveis grandes a pequenos itens de artesanato
SERRA DE SÃO JOSÉ
A onipresente Serra de São José desafia o visitante a trocar por algumas horas o charme do Centro Histórico pela diversidade da natureza local. São várias trilhas que levam aos principais mirantes, a até 1 260 m (2h30 a cinco horas, dificuldade baixa a média). Todas atravessam a Calçada dos Escravos, do século 18. As agências Tiradentesbrasil (3355-2477) e Uai Trip (3355-1161) têm guias para as caminhadas, que custam entre R$ 50 e R$ 75 (com seguro).
Trilha do Bosque Mãe D'Água, em Tiradentes (MG)
A Cachoeira do Bom Despacho fica pertinho da Estrada Real, que passa por Tiradentes (MG)
CHAFARIZ DE SÃO JOSÉ
R. do Chafariz, s/n (Centro Histórico)
Centro
Tem três fontes, cujas funções originais eram fornecer água potável para a população (a da frente), servir como local para lavar roupas (ao lado) e como bebedouro de animais (na parte de trás). Acima delas está a imagem de terracota de São José de Botas, do século 18.
O Chafariz de São José é uma construção de 1749. Na parte de cima, há uma imagem de terracota de S. José de Botas, do século 18
MUSEU DA LITURGIA
R. Jogo de Bola, 15 (Centro)
museudaliturgia.com.br
Com instalações audiovisuais e terminais multimídia, exibe mais de 400 peças ligadas à liturgia católica, confeccionadas entre os séculos 17 e 20. No pátio externo, em cada banco de pedra ouve-se uma mensagem ou música sacra diferente; e o piso do hall de entrada forma um mosaico que lembra os tapetes de serragem típicos de algumas celebrações.


PASSEIO DE MARIA-FUMAÇA
O trem percorre 12 km (40 minutos) margeando o Rio das Mortes, com vista para a Serra de São José - no sentido Tiradentes/São João del Rei, quem senta do lado direito do vagão observa melhor a paisagem. As saídas ocorrem 6ª/sáb 13h e 17h, dom 11h e 14h (retornos 6ª/sáb 10h e 15h, dom 10h e 13h). Em função desses horários, alguns turistas preferem conhecer São João del Rei com calma e voltar de táxi (a corrida custa em torno de R$ 40). O roteiro só de ida custa R$ 40 e o completo (ida e volta), R$ 50.
Em Tiradentes, é possível pegar um trem e passear até a cidade vizinha São João Del Rei, em Minas Gerais
BEM VINDO A BELÍSSIMA TIRADENTES. TERRA DOS IDEAIS DA LIBERDADE
foto -  Thymonthy Becker 
ESTA EH UMA VISÃO PANORÂMICA DA CIDADE DE TIRADENTES. TRILHA DOS INCONFIDENTES.
Apesar de dar nome a cidade, o líder da Inconfidência Mineira não nasceu em Tiradentes, mas em Ritápolis (a 32 km)
foto -  Thymonthy Becker 
População estimada 2016 (1) - 7.726
Área da unidade territorial 2015 (km²) - 83,047
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 83,82
Código do Município 3168804
Gentílico - tiradentino
ORIGEM DO NOME
AS DENOMINAÇÕES FORAM "ARRAIAL VELHO DE SANTO ANTÔNIO", E "VILA DE SÃO JOSÉ DO RIO MORTES" E CIDADE DE SÃO JOSÉ DEL-REI. O NOME SÃO JOSÉ RESULTA DE HOMENAGENS AO ENTÃO PRÍNCIPE DE PORTUGAL D. JOSÉ I. AO SER PROCLAMADA A REPÚBLICA, O GOVERNO REPUBLICANO PRECISAVA DE UM HERÓI QUE, SEGUNDO OS NOVOS GOVERNANTES, REPRESENTAVA ESSES IDEAIS. A ESCOLHA CAIU SOBRE O ALFERES JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, QUE ALÉM DE TUDO COMBATEU UM GOVERNO MONÁRQUICO. DESSA FEITA, FOI MUDADO O NOME DA CIDADE PARA TIRADENTES.
Gentílico: tiradentino
Histórico
TIRADENTES MINAS GERAIS Monografia - n.° 423 Ano: 1962 
ASPECTOS HISTÓRICOS 
Os primeiros povoadores das terras do atual município de Tiradentes foram paulistas, atraídos pelos cascalhos e manchas de ouro nos montes e bacia do rio das Mortes. 
Segundo o professor Fábio Nelson Guimarães, a região foi desbravada por Tomé Portes del-Rei guarda-mor distrital estabelecido nas imediações da atual São João del-Rei, como preposto do guarda-mor geral Garcia Rodrigues Pais. 
No lugar denominado Porto Real da Passagem, vivia Portes com sua família, cuidando de suas canoas, da agricultura e venda de víveres e munição, além de cobrar impostos dos aventureiros. Em suas andanças, à cata de ouro, João de Siqueira Afonso chegou aquelas paragens, alertando Portes sobre a existência de ouro no sopé da serra de São José. Fundou-se no ano de 1702 o primeiro agrupamento de garimpeiros no local denominado Arraial de Santo Antônio, com a fixação de Siqueira Afonso e seus auxiliares. 
Nesse mesmo ano morreu Portes, quando eram explorados os veios da ponta do morro, muito abaixo do riacho de Santo Antônio, sob a orientação de Antônio Bueno, nas imediações de Prados. Somente após o seu falecimento descobriram-se sob a direção do guarda-mor Antônio Garcia da Cunha, os veios auríferos das serras sanjoanenses, no ano de 1705. 
Palco das lutas entre paulistas e emboabas, a região evoca ainda a chacina do Capão da Traição, em fevereiro de 1709. Os paulistas planejaram a desforra sob o comando de Amador Bueno da Veiga e os combates se prolongaram de 14 a 18 de novembro daquele ano, quando os paulistas abandonaram o local, ante a notícia da vinda de reforços aos adversários. Os sobreviventes dessas lutas instalaram-se na Várzea do Marçal, até a final pacificação da região. 
A 19 de janeiro de 1718 criou-se a segunda vila do Rio das Mortes. Com o nome de São José, em homenagem ao Príncipe D. José, então com 4 anos de idade, filho de D. João V. Sítio histórico por excelência foi sobretudo berço do Mártir da Independência, Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes. 
Com a exploração do ouro em grande escala sua população cresceu provocando um aumento rápido de moradias, construção de igrejas, bom número de comerciantes, surgindo então a cidade, a 7 de outubro de 1860. 
Algumas hospedagens de Tiradentes investem em um café da manhã com produtos caseiros; outras, preferem ganhar os clientes com um gostoso chá da tarde
JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER - O Tiradentes - 
Nasceu em 1746 na Fazenda do Pombal, entre São José del Rei (hoje Tiradentes) e São João del Rei Minas Gerais, e foi executado em 21 de abril de 1792, na cidade do Rio de Janeiro. 
Aprendeu as primeiras letras com seu irmão Domingos. Órfão aos 11 anos fêz-se sucessivamente mascate, minerador e médico prático. A alcunha adveio da habilidade com que manejava o boticão. Sua popularidade se estendeu até o Rio de Janeiro. 
Pertenceu ao Regimento de Dragões de Minas Gerais. No posto de alferes, como comandante da patrulha do Caminho Novo, de Vila Rica ao Rio de Janeiro, mostrou-se eficiente e destemido na ronda do mato, contra salteadores que infestavam a região. Desempenhou outras funções, tendo recebido elogios do Governador Luís da Cunha Menezes, O "Fanfarrão Minésio" das Cartas Chilenas. 
Quatro vezes preterido nas promoções, licenciou-se do Exército e voltou à mineração, comprando um sítio na Rocinha Negra, Comarca do Rio das Mortes. Não foi, porém, feliz nos negócios. 
Planejou, depois, em 1788, um empreendimento de vulto no Rio de Janeiro: a canalização dos rios Andaraí e Maracanã, além da construção de um trapiche e local para embarque e desembarque de gado. O vice-rei não acreditou nos projetos, que seriam mais tarde executados, por D. João VI. 
Esses planos, a par da preocupação de instalar em Minas uma fábrica de ferro, indicam o tirocínio de Tiradentes. 
Em 1789, causou descontentamento geral no povo a chegada as Minas do Visconde de Barbacena com o propósito de proceder a cobrança dos quintos, em atraso. O lançamento da derrama deu origem a conjuração que passou à história com o nome de Inconfidência Mineira. O grupo de conspiradores, composto de homens cultos e influentes, tinha no Tiradentes seu mais ardoroso adepto, que se encarregaria de prender o Governador quando recebesse a senha: "Tal dia é o batizado". A conjura teve um delator - coronel Joaquim Silvério dos Reis. Barbacena suspendeu a derrama e Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro a 10 de maio de 1789. 
Nos três anos por que se arrastou o processo, Tiradentes assumiu toda a responsabilidade da rebelião. Condenado à forca, subiu ao patíbulo, depois de percorrer em procissão as principais ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro. Morto, cortaram-lhe a cabeça e esquartejaram-no. Com seu sangue lavrou-se uma certidão de que fora cumprida a sentença. Metidos em salmoura, os restos do herói voltaram à Capitania de Minas Gerais. A cabeça, dentro de uma gaiola, apodreceu em um poste, em Vila Rica. Os quartos ficaram expostos ao longo do Caminho Novo onde o "malvado alferes" fazia as "infames prédicas" pela liberdade da Pátria. 
Fonte
IBGE
copyright "Fernando e Sabino"
UM BELO CASARÃO
foto -  Thymonthy Becker 
AQUI, FARMÁCIA AINDA EH COM "PH"
foto -  Thymonthy Becker 
ESTA EH UMA DAS MUITAS PRAÇAS DA CIDADE
foto -  Thymonthy Becker 
VEJA QUE IMPONENTE CASARÃO. BELÍSSIMO
foto -  Thymonthy Becker 
AQUI O CASARÃO NO CONTEXTO DA PRAÇA
foto -  Thymonthy Becker 
PRAÇA DA ÁRVORE
foto -  Thymonthy Becker 
ÁRVORE DA PRAÇA DA ÁRVORE
foto -  Thymonthy Becker 
PRAÇA DA ÁRVORE DE OUTRO ÂNGULO
foto -  Thymonthy Becker 
BONITA ÁRVORE
foto -  Thymonthy Becker 
MONTANHAS NO ENTORNO DE TIRADENTES
foto -  Thymonthy Becker 
AQUI O CARRO DO BATENTE
foto -  Thymonthy Becker 
TRAVESSIA. VEJA A RUA TODA DE PEDRA
foto -  Thymonthy Becker 
CURTINDO UMA TARDE NA BOA.
foto -  Thymonthy Becker 
RUA DE PEDRA
foto -  Thymonthy Becker 
foto -  Thymonthy Becker 
IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO
Um dos mais ricos exemplares do barroco brasileiro, a Matriz foi construída com a frente voltada para a Serra de São José, em Tiradentes (MG). Logo na entrada, é difícil não se impressionar com os lustres de prata e a quantidade de ouro que decoram o altar e suas imagens. 
A Aleijadinho são atribuídas as esculturas da fachada e da portada, que datam de 1810. No alto, o órgão português de 1788 tem oito fileiras de tubos e belíssimas pinturas em estilo rococó. 
Também há opção de visitá-la à noite: o Roteiro Narrado conta a história da igreja com jogos de luz e um texto de 16 minutos gravado pelo ator Paulo Goulart (às sextas, 19h, e sábados e domingos, às 20h). Às sextas-feiras, a artista Elisa Freixo toca composições clássicas no órgão (19h30, quando não há casamentos). Ligue para consultar a programação.
Com esculturas na fachada atribuídas a Aleijadinho, a Igreja Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes (MG), é uma das mais ricas manifestações do barroco brasileiro
foto -  Thymonthy Becker 
A Igreja Matriz de Santo Antônio tem altar de talha dourada em estilo barroco, lustre de prata e teto feito de madeira e ouro
Igreja Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes, Minas Gerais
foto -  Thymonthy Becker 
foto -  Thymonthy Becker 
DESFILADEIRO
foto -  Thymonthy Becker 
MONTANHA VISTA DA MATRIZ
foto -  Thymonthy Becker 
TELHADOS
foto -  Thymonthy Becker 
LADEIRA
foto -  Thymonthy Becker 
PANORÂMICA DOS TELHADOS
foto -  Thymonthy Becker 
LAMPIÃO
foto -  Thymonthy Becker 
LATERAL DA IGREJA
foto -  Thymonthy Becker 
PLACA NA ENTRADA DA MATRIZ
foto -  Thymonthy Becker 
RELÓGIO DE SOL / MONTANHAS / TELHADOS
foto -  Thymonthy Becker 
RELÓGIO DE SOL NA MATRIZ
foto -  Thymonthy Becker 
CÂMARA MUNICIPAL
LOCALIZADA PRÓXIMA À MATRIZ, NA LADEIRA QUE É CAMINHO PARA ESTA, CONSTRUÍDA EM MEADOS DO SÉCULO XVIII, SERVIA PARA ABRIGAR A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO PERÍODO COLONIAL E IMPERIAL. A CÂMARA MUNICIPAL DE TIRADENTES FOI CONSTRUÍDA LONGE DA CADEIA PÚBLICA, O QUE É INCOMUM NA MAIORIA DAS CIDADES DO SÉCULO XVIII.
imagem - Wikipédia
CEMITÉRIO AO LADO DA MATRIZ
foto -  Thymonthy Becker 
MAIS UMA RUA DA CIDADE. SEMPRE DE PEDRA
foto -  Thymonthy Becker 
ESTE EH O BRASÃO DA CIDADE DE TIRADENTES, MINAS GERAIS

fonte / fotos = viajeaqui.abril.com.br / Thymonthy Becker / Wikipédia / IBGE /